quinta-feira, julho 21, 2005

Recortes

"Todo carnaval tem seu fim"

"Que voy a hacer?
je ne sais pas
que voy a hacer?
je ne sais plus
que voy a hacer?
je suis perdu
que horas son, mi corazon?


"Caminante, no hay camino, se hace el camino al andar."

"Eu acho essa cidade tão ruim"

"Nothing's fine
I'm torn

I'm all out of faith"


"A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar"



"E tudo se encaixa"

domingo, julho 17, 2005

Baseado em fatos reais

Saímos pra passear quinta-feira à noite. Reunião de família... Rodízio de pizza, 4 mulheres falando bobagem e se divertindo. Mas eis que chega um momento em que todo mundo se empanturra (essa palavra é muito engraçada) e decide voltar pra casa.
A motorista falou que gostava de dirigir e saiu passeando pelo espaço da cidade... Chamou pra ir na sinuca, mas 50% da tripulação disse que não.
-Então vamos continuar passeando mesmo.
O passeio tava animado... O rádio tocando hip hop e a gente conversando sobre nada importante. Passamos na esquina de casa umas 3 vezes e seguimos direto. Na última vez, uma tripulante se aborreceu, e numa voz quase de choro, gritou que queria voltar pra casa.
Mas como eu já disse, o passeio tava animado e as outras 3 queriam continuar. Uma deu a idéia de ir na rodoviária, mas já na estação de trem, a aborrecida pegou o celular da motorista e ligou pra mãe (esta, de plantão no hospital):
-Mãe, manda ela me levar pra casa... Ela tá me levando pra rodoviária, eu não quero ir, fala pra ela me levar pra casa...
Temendo que a situação piorasse, a motorista tomou o rumo de casa. As outras 2 tripulantes indignadas... Mas nada podiam fazer. O caminho era um velho conhecido. A aborrecida silenciou em fim.
Mas eis que a motorista passa pela porta de casa e continua seu caminho.
Nesse momento a aborrecida se exalta, e ameaça pular do carro. A motorista acelera, mas mesmo assim a aborrecida abre a porta.
Estupefatas, as tripulantes do banco traseiro, ainda conseguem se mover para segurar a suposta suicida, a motorista larga o voltante e a segura também. Então o carro para, ela desce, toca o interfone e entra em casa chorando...


Moral da história: Certas pessoas são desagradáveis pelo simples prazer de desagradar.

Caso alguem pergunte: ela é maior de idade...

quinta-feira, julho 14, 2005

O dia que eu tirei 23 na prova que eu não fiz!

Senhoras e senhores, sinto informar, mas a UFV é uma fraude. Se uma fraude for muito forte, digo ao menos que é uma ilusão! Acho que todo mundo tá cansado de saber que eu era uma a toa em Viçosa. Que do meio do semestre pra lá, deixei consideravelmente de comparecer às aulas. Não fiz muitos trabalhos e inclusive a segunda prova de economia. Mas mesmo sem fazer a prova de economia, tirei 23 (valia 40, se alguem perguntar)! Legal não? Mais legal até que tirar 95 na prova do livro que eu não li. Porque eu tirei 23 quando havia 100% de chance de eu tirar zero...
É claro que eu fiquei feliz! É óbvio que não tenho motivo pra reclamar. Mas confesso que estou decepcionada, diria até desiludida com a UFV, e com todas as "federais" do país.
A gente estuda (ou nem estuda tanto assim), e entra lá nessa tal dessa federal, achando que tá abafando... Se a gente entra mais perdido que cego em tiroteiro, sai mais perido do que entrou. É óbvio que a gente cresce, que a gente muda, que a gente aprende. Mas se isso acontece é porque quando a gente chega lá é jogado às traças. Tem professor que sequer corrige uma prova de verdadeiro ou falso. E ai você fala pra todo mundo que você estuda na tal federal. Que você tirou 95 na prova de filosofia, mas a verdade é que você não sabe porra nenhuma. Que a gente ainda vive dessa hipocrisia de achar que tá bem, porque aparentemente tá bem.
É claro também, que eu não quero continuar passando de ano assim. (De ano não, de período). Mas tem gente que quer. E nesse caso, federal ou particular, qual a diferença? Afinal, a gente estuda pra quê? Pra quem? De qual estudo estamos falando? Estamos falando?
É triste perceber que até mesmo, na famosa, na incorruptível, na ilustríssima federal, existem as tramóias das particulares. E pior ainda, existem de graça.


Eu andava (ando ainda), pensando na faculdade de Medicina particular que vai abrir aqui em Montes Claros. O dono da faculdade foi eleito o vereador mais votado. Mas nem chegou a tomar posse, porque comprou voto. Ele inclusive tem uma faculdade de jornalismo também. E eu que me preocupava com que tipo de profissional ele formava...
E agora penso que tipo de profissional serei eu! Que não leio jornal porque odeio aquele papel, que não vejo TV, porque não tenho paciência, que não leio revista, porque as que tenho acesso me parecem ridículas (mas eu gosto de capricho e assumo). E que estudante eu fui, eu consegui ser. E que eu fui assim por um período, porque sabia que era um período de passagem. Mas que tem tanta gente que vai levando... vai levando... Como dizia uma professora de matemática: "empurrando com a barriga..."
Como em "clube do imperador", o menino cola na escola e depois de anos, precisa continuar a colar. O trabalho do professor não foi suficiente. O da família muito menos. O de quem será?

quarta-feira, julho 13, 2005

Once upon a time...

O mundo é um moinho... (Cartola cantou pra filha dele e eu canto pra mim

Ainda é cedo amor, (Você só tem 18 anos)
mal começaste a conhecer a vida (Você acha que é esperta ne?)
Já anuncias a hora de partida (Mas você não sabe de nada!)
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar (Você nem sabe o que quer da vida!)
Presta atenção, querida (Lembra disso no futuro)
Embora eu saiba que estás resolvida (Por acaso você sabe mesmo o que você tá fazendo?)
Em cada esquina cai um pouco a tua vida (O mundo é cruel, acostuma)
E em pouco tempo não serás mais o que és (Você vai crescer e ser chata que nem eles!)
Ouça-me bem, amor (Presta atenção que esse é o pedaço mais importante)
Preste atenção, o mundo é um moinho (Cuidado com a cuca que a cuca te pega)
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos (Você não tem nada de especial, você não vai mudar o mundo)
Vai reduzir as ilusões a pó (A realidade é muito mais dura do que você imagina.)
Preste atenção, querida (Tá anotando ne?!)
De cada amor tu herdarás só o cinismo (O amor é uma flor roxa, que nasce no coração do trouxa)
Quando notares estás à beira do abismo (Se você não for boa o suficiente, você vai ser uma fracassada)
Abismo que cavaste com teus pé (Bem feito, foi você quem quis assim!)

segunda-feira, julho 11, 2005

Reclamações, parte 1327

Minha prima ontem tava no msn com o nick "tati na mesa". Eu perguntei: porque na mesa? E ela respondeu que tava conversando com uma amiga no msn e a amiga falou que grandes idéias nascem numa mesa de bar,
OU
no msn!
As minhas não andam aparecendo. E eu tenho estado muito tempo no msn, mas confesso que queria estar na mesa de bar. Eu fiquei pensando nisso. Msn é legal, é ótimo conversar com quem tá la longe e você sente saudades, os dialógos podem ser bem produtivos dependendo de quem está do outro lado. Mas mesa de bar é tão melhor! Nada como um madrugada comendo gula chips e bebendo cerveja.
No msn você para, pensa, digita, apaga, não fala. Mede tudo. A mesa de bar é espontânea (principalmente se tiver cerveja em cima). A mesa de bar tem risadas de verdade. Nada de "kkk", "hehehe", "hauahuahuahua", "hahahahaha", "hihihihi", (e o mais patetico) "rs rs rs". Não tô reclamando do msn, muito menos dos meus contatos. Mas eu quero uma mesa de bar!

"Mesa de bar/É lugar para tudo que é papo da vida rolar/Do futebol até a danada da tal da inflação/É coração, fantasia e realidade/É o ideal paraíso onde nos fica a vontade"
(Mesa de bar - Alcione)


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Conversa de msn atual:

Entediada diz:
eu ando ouvindo umas coisas esquisitas ultimamente
aurea diz:
eu hein

Entediada diz:
trilha de kill bill e pulp fiction, belle e sebastian
aurea diz:
mó cult

Entediada diz:
white stripes
Entediada diz:
cult?? eu??
aurea diz:
belle e sebastian? só é

Entediada diz:
eu nao gosto de mpb mpb q eh cult
aurea diz:
ah, sei lá

aurea diz:
pra mim essas coisas dos anos 70 são assim meio cult, saca

(...)
aurea diz:
vc anda ouvindo alcione????
aurea diz:
soam as trombetas do apocalipse...

Não, eu não ando ouvindo Alcione. Mas acho que eu gosto de samba! Principalmente na mesa de bar...

p.s.: acho que tô virando a rainha do anacoluto.