terça-feira, março 28, 2006

Hey, you've got to hide your love away


"- Você acha isso certo?
- Não acho certo. Não acho errado.
- Deus não acha certo! (...) Em que você acredita?
- Eu acredito que deus só quer o amor e a harmonia entre as pessoas. E que desde que você saiba viver em harmonia, sem causar problemas aos outros, você está no caminho certo.
- Bom, temos visões muito diferentes."

(...)

Foi bom ter certeza que dá pra aprender com a experiência alheia. Foi bom perceber que eu tolero diferenças. Foi bom saber que estou crescendo, adquirindo novas perspectivas.
Sim, temo visões diferentes, e que bom que é assim. Crescemos juntas, na mesma casa, brincamos com as mesmas bonecas e, inevitavelmente cada uma seguiu seu caminho. De repente, por um momento apenas, tive a sensação de que eu não conhecia bem essas pessoas com quem eu sempre convivi e que sempre amei. Mas não, pessoas são tão previsíveis, pessoas têm sim uma essência. E na verdade ninguém mudou tanto assim. Crescer é inevitável, é necessário inclusive. Amadurecer é opcional. Foi isso que senti no momento seguinte, que amadureci. Senti que de alguma forma eu precisava ajudar a amenizar a situação ao meu redor, e que embora eu não saiba como fazê-lo, é só continuar falando a verdade.
Mas o melhor de tudo foi descobrir que meus julgamentos estão cada vez menores. E saber que mesmo com tudo que falam eu sei ser eu mesma. E sei que ainda tem gente ao meu redor que é assim. São essas pessoas que eu admiro, as que têm coragem de ceder aos seus desejos e ser feliz como bem entendem.
É como essas pessoas que eu quero ser.

*Obrigada por me deixar participar da sua vida!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

2006 - 1987 = ?


Acho que aprender a dirigir e emagrecer é muito pouco para 365 dias. Eu queria querer mais, queria me desafiar e ver até onde eu consigo ir.
Mas faz algum tempo que eu entrei nese labirinto. Às vezes penso em sentar e esperar o resgate, vez ou outra volto a caminhar, sem muito esforço pra achar a saída, sem muito medo dos obstáculos que podem aparecer.
Chego a pensar que posso continuar aqui pra sempre, andando pra qualquer lado e encontrando qualquer coisa.
Mas aquela velha angústia sempre volta, e cada vez maior. Medo de estar perdendo tempo.
O tempo...
Eu o vejo passando, cada vez mais rápido. Ele olha pra mim e ri um riso maldoso. Ele diz pra eu correr. Os outros dizem pra eu ter paciência.
Eu digo pra ele me esperar. Sei que não vai.
Meus pensamentos se multiplicam.
Prendo a respiração.
Me desespero mais uma vez.

terça-feira, dezembro 13, 2005

A fuga das palavras


Há momentos em que qualquer palavra se torna redundante. O que se sente não pode ser nomeado e ainda assim a gente insiste em tentar explicar. Não saberia por onde começar. Não sei mais dar explicações, desisti delas. Já busquei todas as palavras, fiz todas as combinações e permutações, mas não sei onde encaixá-las.
E o que era mesmo que eu queria dizer? Ah sim, eu queria dizer que agora, assim de repente, não mais que de repente, vejo estrelas de dia e o tempo mudou de velocidade.
O mundo era um tabuleiro de "war" e alguém esparramou as pecinhas por aí. Algo saiu de órbita. E a ordem dos fatos já não faz diferença.
Tudo pelo avesso.
Mas é bom estar perdida. Já não me sinto só.

sábado, dezembro 10, 2005

Infindável lista dos quereres*

*Para minhas primas. (do scrap que mandei pra Tati)

Fernanda quer um dvd!
Fernanda quer velox!
quer também a torta de frango da casa do pastel!
quer jorgar tenis no max mim!
quer trufa de maracujá da Ed Chocolate!
quer endoidar com vcs!
quer ver lupy! (e Lily)
quer dar aquele aperto (que só vocês entendem)!
quer xingar Biritex porquê ela é chata!
e jacuthilda porque chatice é contagiante!
quer cantar a música da abelha que pousa na flor! (junto com Beurenice)
quer fazer auto escola!
quer jogar imagem e ação, pontinho e mau-mau!
Fernanda quer ir logo para Montes Claros!

ahhhh, q desespero!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, dezembro 04, 2005

Everything you've done wrong

Quebrou de novo.

Como um vaso chines se espatifando no chão,
Como Amelie Poulain se derretendo em água,
Como Lux Lisbon deitada no gramado da escola,
Como quem sofreu a maior decepção do mundo.
E quem diria que não sofreu?

Quebrou e pensou em não colar os pedaços.
Já havia quebrado tantas vezes, e consertado tantas vezes
e quebrado de novo e consertado mais uma vez.
Pensou que era melhor deixar quebrado pra sempre, pra não quebrar de novo.
Mas todo mundo disse pra consertar,
Todo mundo disse que não ia quebrar mais.
Todo mundo dizia que era forte.

Não era.
Era pequeno, frágil e mesquinho.
Era um esconderijo, uma máscara, um uniforme.
Também queria colo, queria parar de quebrar.
Queria assumir que era vil.
Queria poder ser pequeno.
Queria chorar sem culpa.
Queria dizer sem medo.
Não conseguia.

Nunca tentou.